quarta-feira, 20 de maio de 2009

Calabouço

Lágrimas para encher o cálice
Que já transborda de tanta dor

Deus! Hoje segurei uma arma pela primeira vez
Tive vontade de atirar e acabar com tudo
Mas o fim é o início de mais uma tortura

De tanto socar a parede meus braços estão quebrados
Essa maldita parede de angústia não cai

Até quando vou ter que receber pontapés com um sorriso no rosto?
Minha melancolia causa dor, que se converte em ódio
Que teima em não se tornar violência

Pego minhas mágoas e engulo todas
Ajeito minha roupa
E volto com um belo sorriso
Afinal, quem quer saber disso?

2 comentários:

Nightwalker disse...

Interessante...
Sem ritmo, mas interessante.
Acho legal o uso de palavras pouco poéticas, como "arma", "engulo".
Poste com mais frequência se puder! ^^

Daiana Moriá disse...

Interessante a forma como entendo perfeitamente, vivo essa fantasia e sei que nao é fácil. Seu texto nao at ruim como vc falou, ta modesto agora?? rs... Ta muito bom, um ritmo poético profundo... bjs