quinta-feira, 8 de setembro de 2011

As sombras

Sentir uma forte paixão no peito nem sempre é belo
Olhar para trás com nostalgia e orgulho não é mérito
Por isso eu não queria ser mais um no mundo
Mas me tornei a sombra do meu próprio ódio

Em meu leito sinto aquela inquietação de um amor
Fico me lembrando de quando eu admirava a loucura
Sem perceber que não passo de um louco normal
E que o meus vícios só pioram tudo, todos e o nada

Preciso sentir uma dor mais forte a cada dia
Algo que corrompa as minhas virtudes
Preciso disso para sentir a vida e a morte
Porque utopias não alimentam sonhos lúcidos

Eu só quero que esse maldito inferno acabe
Para assim achar o caminho correto
E sentir novamente a alegria de um sorriso sincero

São essas as sombras da alma



Escrito em 21/02/08, porém mais relevante do que nunca em minha vida.

Um comentário:

Causos Estranhos disse...

"Preciso disso para sentir a vida e a morte
Porque utopias não alimentam sonhos lúcidos"

Atemporal o que escreveu.
curti